Consideremos que a história no seu processo constante de mudança, transforma a sociedade, construindo novos sonhos, enfatizando novos ideais, abrindo novos rumos.O passado escravocrata vivido pela sociedade brasileira na época colonial deixou as marcas dos quilombos, dos engenhos de açúcar, das senzalas.
As lutas para livrar-se da escravidão, possibilitavam fugas para a Terra da Liberdade, e surgiram verdadeiros líderes guerreiros que destacaram seus nomes e revelaram seu modo de pensar e de viver, como por exemplo Ganga Zumba e Zumbi dos Palmares, que morreram lutando pela liberdade. Por isso, dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi, é lembrada como Dia Nacional da Consciência Negra.
Os afro-descendentes são trabalhadores que ajudaram a construir as riquezas do Brasil atual. Muitas fortunas existentes até os dias de hoje tiveram origem no tráfico de escravos da África para o Brasil.
A discriminação que prevaleceu e intensificou-se, ainda continua viva em muitas repartições e vivências, mas não deve ser motivo para intimidar a luta que continuamente fortalece os povos discriminados. Que possamos reconhecer o rosto da nossa gente e a sua contribuição na formação do Brasil.
A exemplo do Zumbi dos Palmares, que nunca desistiu, possa renascer a esperança de um novo dia, a fé nos horizontes da alma e força para lutar por uma vida digna, através de uma educação de qualidade e busca constante de reconhecimento. Não ter vergonha de mostrar sua cultura, suas tradições, sua beleza e suas capacidades.
Tantos afro-descendentes se destacam como celebridades, pessoas importantes que se revelam no esporte, nas empresas, na política, na televisão, nas igrejas, nas escolas... A diferença existente é essencial para que as pessoas entendam que não são únicas e que o país pode crescer muito na diversidade de culturas, de vocabulários, de sonhos, de semblantes e de ideias.
Acreditamos que o Brasil caminhe na certeza de que cada brasileiro possa participar na sua nação, como cidadão livre e aceito, que cumpra o seu dever mas tenha direito de progredir, sempre com boas perspectivas. E assim a história será outra, vivida e narrada por toda essa diversidade de um povo resistente e batalhador, rumo ao fim do racismo e da exclusão!
Zelinda Scalfoni Rodrigues,
Marilândia - ES.
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