A discussão sobre o novo Código Florestal brasileiro é árida, técnica e
gera dúvidas até entre aqueles que acompanham o assunto pela mídia.
Apesar disso, o esforço das equipes de comunicação de ONGs tem
conseguido a façanha de fazer o assunto "bombar" nas redes sociais. Se
você usa o Facebook ou o Twitter, certamente já viu algum amigo
compartilhar alguma imagem bem-humorada da campanha "Veta, Dilma!".
Tudo começou em agosto do ano passado, quando as ONGs, começaram a usar
a web para conscientizar o público leigo sobre o projeto que altera o
Código Florestal.
Durante as votações, faziam vigília e colocavam
especialistas para explicar, online, os pontos polêmicos dos textos,
como a questão da anistia aos desmatadores.
Em outubro, foi lançada a campanha "Floresta Faz a Diferença"
(#florestafazadiferenca), encabeçada pelo Comitê Brasil em Defesa das
Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão formada por 163
organizações da sociedade civil. Com a participação do cineasta
Fernando Meirelles, a campanha colocou celebridades como Wagner Moura,
Gisele Bündchen, Alice Braga e Rodrigo Santoro para alertar as pessoas,
por meio de vídeos e fotos, sobre os prejuízos que o projeto poderia
trazer ao país. Foi o primeiro passo para popularizar o tema, até então
restrito a políticos, ambientalistas e gente politizada.
O movimento com os dizeres "Veta, Dilma!" começou logo depois, em
dezembro. "O texto que saiu do Senado era tão ruim, que começamos a
campanha desede então", conta Bazileu Margarido, integrante do instituto
Democracia e Sustentabilidade (IDS), uma das organizações que ficou
responsável pelo trabalho nas redes sociais.
Mas a repercussão só aumentou em abril deste ano, com um grande
movimento organizado para o dia 22 (Dia da Terra) e, logo em seguida, no
dia 25, quando a Câmara dos Deputados aprovou
uma nova versão do texto, com as alterações propostas pelo relator
Paulo Piau (PMDB-MG). Como ironiza Margarido, em vez de ficar com o
"texto ruim" do Senado, os deputados optaram pelo "horroroso, péssimo".
A discussão entrou para o rol de assuntos mais abordados do Twitter e
continuou em alta mesmo quando as ONGs decidiram modificar os dizeres
para "Veta tudo, Dilma!". "Por uma questão técnica, não é mais possível
corrigir o texto com vetos parciais; não é possível recuperar o que foi
suprimido, como o Art. 1º", explica Margarido, justificando a leve
mudança de estratégia. O objetivo das ONGs, agora, é mobilizar a opinião
pública para que a presidente vete o projeto por inteiro e o debate
seja recomeçado do zero (você pode ler os argumentos em
http://www.florestafazadiferenca.org.br/ultimas-noticias/13-razoes-para-o-veto-total-ao-pl-1876-99-do-codigo-florestal).
"Achamos que o assunto ia esfriar no feriado, mas só cresceu", comemora
Carolina Stanisci, assessora de comunicação do IDS. Além das peças
postadas pelas ONGs, o público começou a fazer suas próprias montagens,
creditando a frase "Veta, Dilma" a personagens como Spock (de "Jornada
nas Estrelas") e Mafalda (do cartunista Quino). Resta saber qual a
influência disso tudo na decisão da presidente.
Agora é aguardar e torcer, para que a Presidente atenda o pedido do povo Brasileiro. E torcer mais ainda para que o Cogresso Nacional não derrube o veto da Presidente, e algus ja ameaça fazer isso.
fonte: www.uol.com.br
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